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byx acelera esteira de crédito à pessoa física no Pine

Banco é sócio minoritário da firma de originação e monitoramento de carteira.

O Banco Pine atingiu lucro líquido recorde de R$ 64 milhões no segundo trimestre, com ROE anualizado de 23%, impulsionado pelo crescimento do crédito colateralizado no varejo. Em um ano, a carteira de crédito no varejo aumentou 130% e atingiu R$ 7,3 bilhões ao final de junho, saindo do zero em 2021.
A estratégia está diretamente ligada à sociedade com a byx, que atua como intermediadora na originação e monitoramento das operações. Em vez de retomar diretamente o crédito à pessoa física, o Pine optou por plugar uma estrutura já consolidada ao seu balanço, entrando como provedor de funding e alocador de capital nas operações analisadas e acompanhadas pela byx.
O Pine começou como cliente da empresa e, em 2022, adquiriu uma debênture conversível em ações da byx, efetivando a conversão no primeiro semestre do ano passado. Atualmente, detém cerca de 30% da companhia.
“Somos uma infratech para quem quer operar no varejo colateralizado”, afirma Fernando Perrelli Junior, CEO e sócio-fundador da byx. A carteira da empresa soma R$ 14,8 bilhões em créditos monitorados, quase metade originada para o Pine.
A byx opera com duas esteiras principais: consignado (incluindo antecipação do saque-aniversário do FGTS) e financiamento para serviços públicos.
- Na primeira esteira, responsável por 40% do volume, a operação nasce na plataforma da byx, com o correspondente bancário realizando validações e bancarização. A empresa securitiza os créditos para venda a instituições como o Pine.
- Na segunda esteira, que representa 60% do volume, a originação é feita por uma instituição financeira que posteriormente cede a carteira. A byx avalia os créditos, o Pine adquire os aprovados e a empresa segue com o monitoramento.
Dos cerca de R$ 14 bilhões sob monitoramento, a byx cobra aproximadamente 1% como taxa média de serviço, além de fee de performance sobre o ágio gerado nas cessões.
Em termos de resultado, a empresa saiu de R$ 1,9 milhão de lucro em 2022 para R$ 27 milhões no ano seguinte e alcançou R$ 42 milhões no primeiro semestre deste ano.
O Pine também estruturou um FIDC com a XP para investir nos créditos originados pela byx, com R$ 650 milhões de chamada de capital no primeiro semestre.
O planejamento da empresa é chegar a 2028 com R$ 45 bilhões sob monitoramento. Atualmente, participa com cerca de 2% do mercado de consignado, que soma R$ 700 bilhões, e aposta em crescimento via tecnologia e ganho de participação.

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